domingo, 29 de janeiro de 2012

Caderno, bloquinho, agenda, post-it

Feito para registrar informações, dados relevantes, pensamentos por escrito, notas,  desenhos e rabiscos. O caderno é perfeito para todas essas opções. E não importa o avanço da tecnologia, o caderno sempre esteve presente em nossas vidas. Mas você sabe de onde vieram os cadernos?? Bem, tentarei ser breve, focando mais no caderno do que no papel...

Na antiguidade, os egípcios, os gregos e os romanos faziam seus registros em um papel rústico, feito de papiro, uma planta comum no Egito. Esse papel era muito frágil e por volta do ano 400 a.C. surgiu o códex. O códex tinha um formato parecido com dos livros atuais e era fabricado a partir do pergaminho, o qual usava o couro lavado, esticado e seco de animais.
Papiro
Depois, ele era dobrado duas vezes e formava, assim, quatro páginas. Suas folhas eram costuradas com nervos de animais e tiras de couro. Os romanos chamava-o de quatemi, termo que deu origem ao nome caderno.

Por volta do século III, na Roma antiga, os chamados "avós" dos cadernos de nossos dias foram se aperfeiçoando e, tendo folhas mais finas de pergaminho e às vezes coloridas, chamadas de livretes, passando a ser encadernados com chapas de marfim decoradas e se tornaram objetos de grande valor ao ponto de servir como presente a pessoas importantes, contendo dedicatórias e poemas. Outros nomes foram surgindo como: hombook (hom = chifre; book = livro). Esses livros foram usados até na Nigéria, nos séculos XVI e XIX, para ensinar o Corão, a obra sagrada da cultura dos muçulmanos.

Os cadernos sempre estiveram presentes na vida dos artistas. Os chamados Sketchbooks (sketc = anotações, registros; books = livros) foram usados por nomes como Leonardo da VInci, o famoso pintor Pablo Picasso, o escultor Henry Moore, Frida Kholo, Petr Ginz e Anne Frank. Esta, escritora que, quando criança descreveu seu dia-a-dia em cadernos, deixando para a humanidade as suas memórias da Segunda Guerra Mundial. Suas anotações em forma de diário, transformaram-se em um livro famosíssimo. O Diário de Anne Frank.   (fonte)

Apesar da grande quantidade de cadernos produzidos anualmente por fábricas, ainda existem cadernos de produção artesanal, assim como agendas, calendários, etc. Eles são feitos de papel reciclado, e particularmente são mais bonitos ao meu ver, principalmente quando são customizados. Nada melhor que ter algo com o seu estilo, que será único, e que não agrida o meio ambiente.

Produção do papel artesanal [fotos por Daniel Tomita, Papel do Campo]
Produtos de papel artesanal [fotos por Daniel Tomita, Papel do Campo]
Sempre gostei de cadernos, antes mesmo de aprender a escrever eu já tinha vários onde eu desenhava e fazia os meus rabiscos, e hoje os cadernos pra mim são como grandes amigos, pois estão sempre comigo e me ajudam a fazer diversas anotações, que surgem a qualquer momento.
Certa vez em casa, fechando a mochila para sair, me dei conta de que estava carregando um caderno grande, um médio e dois bloquinhos, haha. Ah, e meu estojo, que nunca deixo de levar comigo quando saio de casa!
Customizo meus cadernos desde o ginásio até hoje na faculdade. Como na escola pública eu recebia cadernos, eu cheguei a utilizá-los no 1º colegial, mas mesmo com muito cuidado, o caderno não ficava num estado tão legal por conta da capa mole. Costumo comprar cadernos simples de capa dura para que depois eu possa guardá-los por um tempo. Para mim, customização é um trabalho artístico, por mais simples que seja. Requer dedicação e atenção aos detalhes, para os mais caprichosos.

Recentemente ando usando bastante post-it! É praticamente um bloquinho em que cada folhinha é usada adesivo. Você escreve algo nela e cola em algum lugar, pra não esquecer, pra enfeitar. Enfim, estou planejando um post no blog só para falar sobre post-it e como eles tem sido usados de formas interessantes.
► Ah, não posso deixar de fazer um post aqui também sobre o tão falado e desejado, caderno MOLESKINE.

Por hoje é só. 
Boas anotações!!!

@nanajapinha

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dia do Leitor - 7 de Janeiro

Lembro que aprendi a ler com histórias em quadrinhos. Eu sei que não é tão difícil traduzir as expressões dos personagens, mas para quem mal sabia escrever já era um começo. Nos meus cinco anos de idade, eu ganhava alguns gibis da Turma da Mônica e passava o dia inteiro lendo, até na hora das refeições. Minha mãe tinha que dizer "pare de ler um pouquinho e vá almoçar, menina!", quando me via com o prato de comida na mão e um gibi no colo. Sempre alternando, era uma colherada e uma página virada. Costumava também procurar a página de quadrinhos no final do jornal que meu pai comprava às vezes. Conforme a coleção de histórias em quadrinhos ia aumentando, eu adquiria mais gosto em ler, pois não dependia mais apenas das expressões dos personagens, eu podia entender tudo o que estava escrito.

Aí tem aquela cena clássica de criança que está aprendendo a ler, que quando sai na rua não quer somente ler TUDO o que vê, mas quer que alguém veja que ela está conseguindo fazer isso. Passei por essa experiência, e minha mãe que aguentava, principalmente quando estávamos dentro do ônibus, onde eu brincava de ler o maior número de placas, toldos, outdoors, propagandas em muros, postes, e as pichações que às vezes eram indecifráveis, em pouco tempo. Grafite não tinha o espaço que tem hoje, então na época se eu perguntasse a alguém mais velho o que era aquilo, ele diria "pichação".

Tive poucos livros infantis antes da pré-escola, e me recordo de dois que vez ou outra eu relia. Um era o Reindeer Rudolph (Rena Rodolfo), que eu tinha que me virar para entender através dos desenhos porque era em inglês e na pré-escola o estudo de inglês é bem limitado, ainda mais para quem está aprendendo também a sua língua materna. O outro era um antigo livro que já foi de minha tia mais nova, O Sapo e o Pato, que eu lia em 5 minutos, por ter mais ilustrações do que texto, mas além de rimas traz uma moral no final sobre a amizade e suas diferenças.

Era legal ler livros infantis. Quando estava na 1º série da escola, visitava com frequência a biblioteca, e lá eu me sentia num portal. Cada livro era uma porta, e em cada porta havia um lugar diferente onde eu podia viajar. O que eu não curtia muito era os livros com poucas páginas, e eu sabia que uma hora teria que começar a ler os livros grandes, que por sinal, formavam a grande parte dos livros da biblioteca.

Como a maioria das crianças, eu achava bacana livros com figuras. E eis que um dia eu encontrei em minha casa dois livros um pouco antigos, que comecei a folhear. Eles eram grandes, tanto no tamanho quanto na quantidade de páginas, e apesar de serem sobre folclore, não eram nem um pouco parecidos com o pequeno e colorido livro de folclore brasileiro que eu havia visto na escola. Reparei que cada um trazia cinco histórias e nenhuma ilustração. Respirei fundo e mergulhei naquele livro, onde todas a imagens sobre as histórias se formavam apenas pela minha imaginação. E eu que pensei que levaria dias para ler cada história, me surpreendi, e li uma história por dia.

Ler livros sempre foi uma coisa muito agradável para mim, me trouxe uma visão diferente do mundo, mudando a minha percepção de enxergar as coisas e as pessoas ao redor, e fazendo com que eu pensasse muito mais, com toda a liberdade de criar o meu próprio ponto de vista.
Com o passar dos anos venho conhecendo melhor o estilo de cada escritor, e como todo bom leitor, tenho os meus favoritos.

Infelizmente, até hoje no século XXI, a leitura não é algo que todos tem acesso. Numa matéria do Jornal Brasil Econômico, é relatado que os dados sobre a leitura no Brasil são escassos e inconsistentes, e apontam para uma situação dramática.
Segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê, em média, 1,3 livro por ano. Em 2007 éramos 77 milhões de pessoas que não liam e 21 milhões de analfabetos. A pesquisa também revelou a enorme concentração de livros: 66% estão nas mãos de apenas 20% da população, ao passo que 8% desta não têm nenhum livro em casa, e 4%, somente um.

Os mesmos dados indicam que os estudantes, mesmo os de curso superior, leem apenas dois livros por ano, enquanto na França esse número chega a oito, na Inglaterra a nove, e nos Estados Unidos a dez.
Já Galeno Amorim, presidente da Biblioteca Nacional, diz que os brasileiros leem 4,7 livros por habitante.
O que é bem melhor do que o número apontado pelo Instituto Pró-Livro. Sem conhecer o retrato fiel da leitura de livros no Brasil, temos que recorrer a outra mídia para saber mais. Em um país de quase 200 milhões de pessoas, a circulação média de jornais por dia não atinge 5 milhões de exemplares. Mais precisamente: 4.314.425 exemplares.
(Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2011/02/08/lendo-o-brasil-artigo/)


Em 2003, uma turma de Publicidade e Propaganda da UNIFACS (Universidade Salvador), produziu um vídeo interessante sobre a campanha de Incentivo à Cultura, que finaliza com a frase "Cuidado! Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas".


Uma coisa que apoio é a doação e a troca de livros. Você adquire o conteúdo e compartilha com alguém, seja por campanhas de doação de livros ou com amigos e conhecidos.
O Pequeno Príncipe, do escritor, ilustrador e piloto na Segunda Guerra Mundial, Antoine de Saint-Exupéry, é um ótimo exemplo de que um livro nunca será velho. Gerações afirmam que a história d'O Pequeno Príncipe pode ser interpretada de maneiras diferentes, quando lido pela mesma pessoas em várias fases de sua vida.

Acredito que quem chegou até o final desse post, goste de ler mesmo, porque o texto ficou enorme, haha.

E você, gosta de ler?
Lê por gosto ou obrigação (da faculdade/escola)?
Quantos livros lê em média por ano?
Qual você recomendaria?



@nanajapinha ^_~***