terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma coisa leva a outra, se você buscar, é claro..

Já perdi a conta de quantas bandas conheci por causa de um filme, um anime, uma série, uma pessoa.

E é daqui que puxo o gancho para este texto. Enquanto escrevo, ouço a discografia completa da banda italiana Zero Assoluto.

Como cheguei a conhecê-los? No final de 2009, entrei em uma livraria e dei inúmeras voltas, como de costume, em busca de algo que realmente me parecesse interessante. Assim que vi o livro "Desculpa se te chamo de amor" de Federico Moccia, sua sinopse me chamou a atenção imediatamente. Digamos que eu tinha alguma coisa ali em comum com a história. E saí de lá com o livro.

Não tenho certeza, mas acho que foi a partir daí que comecei a ler romances por espontânea vontade. E posso dizer que Federico Moccia tem um estilo diferente de tocar no tema. É jovial, atual em diversos aspectos, sabe onde adicionar comédia, descreve a cidade onde a história acontece, de modo que podemos imaginar exatamente o cenário, sem usar detalhes exagerados e cansativos. Nem preciso dizer que me apaixonei pelas obras de Moccia, né? Venho acompanhando sua bibliografia desde então. Até sobre (Lucio) Battisti, que Moccia costuma mencionar nos livros, eu pesquisei, mas ainda não a fundo. Deixo para outro dia, outro post, hehe.

Mas voltando ao assunto inicial. Quando terminei de ler "Desculpa se te chamo de amor", descobri que havia um filme baseado no livro. - Não vou ficar comparando livro com filme, que acho isso clichê. - Eu gostei sim do filme, e a trilha sonora me chamou muito a atenção. Fiquei cantarolando algum refrão que ficou na mente, e logo fui pesquisar que músicas eram aquelas. Descobri a dupla de italianos que se apresenta como Zero Assoluto. Comecei a ouvir pela internet, fui baixando um disco, vendo uns vídeos no YouTube, acompanhando o trabalho deles pelas rede sociais, site, aprendi a tocar algumas músicas, passei a indicar a amigos. E quando percebi, eles eram uma de minhas bandas preferidas.

E assim aconteceu também com Alexz Johnson, quando assisti o seriado Instant Star, que era exibido pelo Multishow e depois no canal Boomerang. Na série, a atriz e cantora, Alexz, interpretava a colegial Jude Harrison, que ganha um reality-show semelhante ao American Idol, e se torna uma estrela do rock. Alguns discos foram lançados com a trilha série, toda com músicas cantadas pela Alexz. E quando Instant Star terminou, além de seguir atuando em filmes, Alexz tocou também de forma independente o seu trabalho musical, que admiro muito. É uma de minhas cantoras preferidas também.

Com as bandas Asian Kung-fu Generation e Ikimono Gakari, a curiosidade veio a partir de alguns animes. E geralmente é assim mesmo, se algo me chama a atenção, eu vou lá e pesquiso. E pense comigo, se o primeiro livro, o que mencionei no começo do texto, me agradou em vários aspectos, por que a trilha sonora de seu filme não teria a possibilidade de me agradar também? Eles provavelmente pensaram bem sobre a sintonia do livro, o que cairia bem no formato de filme, já que a trilha sonora pode influenciar bastante na trama. O que o poderia envolver mais aqueles que leram o livro.

As bandas japonesas Asian Kung-fu Generation e Ikimono Gakari  
Enfim, acho que essas conexões são as que mais tem probabilidade de trazer coisas que gostamos, coisas novas. Usei bandas, livros, séries e animes para este exemplo. Onde quero chegar é que, às vezes achamos que já conhecemos o bastante sobre algo ou alguém, e isto nos basta. Mas quem garante que não há algo mais além? Daí, o que vale é o tamanho da sua curiosidade. 

Quem sabe este post faça algum curioso buscar uma das indicações que mencionei.
Os links estão aí, boa viagem!


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Resumão #3

Olá!!!

De um tempinho para cá rolaram algumas coisas bem legais em relação ao meu trabalho musical, por isso vou fazer um resumão aqui pra dar uma atualizada, rs.

No final de julho gravei em casa uma versão da música "Ma Cherie", da banda hidrocor, onde usei 10 instrumentos, contando o som tirado do copo de vidro e a percussão corporal.

Você pode conferir a versão que fiz aqui: http://www.gengibre.com.br/cast/V17DBACPAD

A hidrocor (sim, se escreve em caixa baixa) adorou a versão e me convidou para cantar a música no show deles que iria rolar no Festival Som de Bolso, que por acaso eu também iria tocar, abrindo a programação.

Em agosto o festival ganhou um blog, com entrevistas, fotos, músicas e links de todas as bandas que iriam participar: Dois a Rodar, Lebra, hidrocor, Bellize, e eu. A cada semana uma entrevista era postada, para que aos poucos o público fosse conhecendo cada um dos músicos.

Em outubro, já na véspera do festival, finalmente conheci pessoalmente o Lebra, super querido. Fomos até São Roque participar de uma entrevista no Pro Alternativo da web rádio Nitro Music. O Gu, baixista da Bellize, e nossa querida amiga Sarah Pêra, nos acompanhou nessa viagem, e foi demais! Rolou muito som e um papo bem legal, teve perguntas dos ouvintes e sorteio de ingressos para o festival. Foi tri!!!


Chegado o tão esperado 8 de Setembro, sinto aquela Tensão Pré Palco, normal.. rs. É hora de começar, o primeiro show daquela tarde, e lá vou eu com meu violão.

Não é nada fácil estar sozinha e em pé, coisa que só comecei a fazer recentemente, então rolou um nervosismo que foi diminuindo durante o show, e fui ficando mais à vontade. Em "Espoleta" passei o violão para Cleber Akio, e mesmo sem termos ensaiado antes a música, ficou muito lindo! Rolaram até umas dancinhas improvisadas, hahaha. A galera da faculdade marcou presença e pediu a "Meu Amigo Fred", toquei também a inédita "Se eu fosse Carol", dedicada a uma amiga querida que estava presente na platéia. "Peanuts", lançada na internet dois dias antes do show, foi uma das favoritas, e no final me surpreendi com a galera cantando em coro a "+Amor -Rancor". Sério, coisa linda de se ver! =)

Em seguida, foi a vez da Dois a Rodar.. Fiquei realmente encantada com o som desses guris. Além de boas composições, como a empolgante "Imagina" e "Como uma Luva". A dupla formada por Ricardo e Nathalie tem uma baita sintonia que acaba aproximando ainda mais o público.

O Lebra fez o Sattva Bordô inteiro cantar junto suas músicas do disco Euforia e do álbum "Vamos Queimar o Tempo Juntos?". Trouxe também suas novas composições, entre elas, "Ah, se..", lançada alguns dias antes do festival.

Bellize chegou com tudo, mostrando a que veio e em formato acústico, com belos arranjos de escaleta e bandolim. Agitou a galera com o repertório do álbum "Seja Onde e Como For" e fez um belo cover de Paralamas do Sucesso, com "Cuide Bem do Seu Amor".

Para fechar a festival com mais música boa, a hidrocor subiu ao palco e mandou ver, com o repertório de "Edifício bambi", no formato violão e bateria. "Você só pode estar brincando" e "Duda", que ganhará um clipe em 1º de Outubro, se destacaram. Me chamaram para cantar "Ma Cherie", e gostei muuuuito! Ao final do show, o Ricardo da Dois a Rodar participou também cantando a agitada "Vou Voltar". Foi demais!

Foi um fim de semana inesquecível! Toquei com pessoas que admiro, tive a presença de grandes amigos e familiares, e conheci pessoas que já são mais que queridas! \o/

Confira fotos e vídeos do Festival Som de Bolso através das páginas:


Domingo passado (16/09), fui convidada no programa Panela de Pressão, da allTV. Exibiram clipes, me entrevistaram e teve música ao vivo.

Há uma previsão de que na próxima quarta-feira (26/09), seja exibida uma entrevista comigo no programa Krazys, do canal ClimaTempo. Logo estará disponível no YouTube.


As coisas estão indo bem, muito trabalho, estudo, correria, e sempre valendo a pena!

Novidades em breve... 

Beijos!

@nanajapinha ^_~***♪♫

sábado, 14 de julho de 2012

Perigo no lago!


Tive um sonho repetido, pois já o tive há uns 5 anos atrás:

Estava de férias e fui com amigos e parentes para um sítio que tinha um lago.
A entrada de carros era por uma ladeirinha de terra, e a de pessoas era pela parte rasa desse lago.
Assim como no meu último sonho, pessoas almoçavam na parte de cima do sítio, onde era a área era aberta e tinha mesas e cadeiras. Quando de lá, olho para o lago e vejo um movimento estranho na água.. '-'

Mais tarde, uma mulher que trabalhava no sítio, juntou um grupo para dar uma volta pelas redondezas, por isso, formou-se uma fila onde inicialmente as pessoas teriam que passar novamente pela parte rasa do rio. Mas antes disso, só ela já estava com os pés na água, que naquele dia estava um pouco mais alta. E as outras pessoas em terra firme ainda, só esperando a mulher dar todas as instruções do passeio.....
Quando algo a puxou pelos pés!!  --'

Era o que eu temia... jacarés por todo o lago!!!! *---------*

Foto: Daniel de Granville Manço
E virou aquele pandemônio. Gente correndo de volta para o sítio, outros gritando, e teve até cabra medroso se trancando em um dos quartos.

Parei, pensei, achei simpáticos os jacarés, porém famintos. Criaturas mal compreendidas.
Mas ok, quem foi a anta que deixou jacarés procriarem no lago de um sítio onde pessoas passam as férias??? E porque não colocaram uma ponte para as pessoas passarem tranquilas??

Sem resposta para isso, só pude lembrá-los que, ainda havia a entrada de carros. Lembra da ladeirinha de terra que mencionei no início? Então, minha gente.. Pra quê ficar dando sopa ali, acreditando estar ilhado por jacarés? Dá no pé!!!


Aí só me lembro do povo correndo que nem boiada, subindo a ladeirinha, fugindo aliviados....

Então eu acordei e pensei, "mas de novo esse sonho?!". Haha...



@nanajapinha

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Rhaissa Bittar no Teatro da Vila

Na noite de sábado, Rhaissa Bittar se apresentou no Teatro da Vila, em São Paulo.

Abrindo com "Pa Ri", do album Voilá, Rhaissa surge da platéia e segue até o violonista Daniel Galli, ao palco. Sempre sorridente e bem expressiva, conta a história ou ideia por traz de cada música e ainda
utiliza alguns objetos em sua interpretação.

Na música "Pif-Paf", em ritmo de samba rock, usa um chapéu pendurado na mão como se estivesse dançado gafieira com o malandro da história. E o chapéu acaba indo parar na cabeça de Daniel, que dá vida ao personagem. Em Pombo Correto, música inspirada em uma notícia real sobre pombos que eram treinados por traficantes, Rhaissa e Daniel usam o instrumento kazoo, também usado na música "Voilá".

Foto por Lais Paixão.
Assim como "Caos" foi composta um pouco antes de Rhaissa viajar para a China, em meio a correria e o trânsito da cidade, "Entre Outras Coisas" foi criada quando a moça já estava do outro lado do mundo, onde  morou por dois anos e aprendeu a falar chinês. Há até duas músicas que compôs no idioma, "Folk Chinês" e "Chapéu", que conta a história de uma chinesa que adora chapéus.

Em "Chilique Chique", Rhaissa vive uma madame que causa reboliço na manicure açougueira. E na calmante "Relógio", dá corda a uma caixinha de música, construída por Daniel, que toca a melodia final da canção.

A platéia não resistiu e pediu "Piquenique no Horto". E não poderia faltar "Boneca de Palha", que surgiu de uma parceria de Filipe Trielli, Maurício Pereira e Daniel Galli, que também acompanha a cantora no vocal.

Além do repertório do disco Voilá, o set list também trouxe músicas de seu próximo disco, que provavelmente começará a ser produzido no meio do ano e terá como tema músicas sobre objetos inanimados, como as inéditas "Lista", "Lamúrias de uma Pêra Podre", "O Leque" e "A Foto", com exceção de uma música que conta a história de Maria Suzete, uma moça que trabalha numa padaria e é apaixonada por um garoto nerd. O nome da música ainda não foi divulgado mas promete virar single.


O show, que aconteceu através do projeto "Quanto Vale?", organizado pelo próprio teatro, encheu a casa e foi transmitido ao vivo pela internet via LiveStream.

domingo, 29 de abril de 2012

Roberta Campos faz parceria com Paulinho Moska

Na última sexta-feira, a cantora Roberta Campos divulgou pelas redes sociais uma das músicas que irá compor seu novo disco "Diário de um Dia". A canção, que leva o nome de "Meu Nome é Saudade de Você" foi composta por Paulinho Moska, como um presente para Roberta.


Confira o vídeo com a música, que vem acompanhada de um depoimento do Moska logo no início.


No final de Março Roberta encerrou a turnê "Varrendo a Lua" para iniciar a divulgação de seu novo disco, e já está com o single "Diário de um Dia" tocando nas rádios, música que ganhou um clipe nesta última terça-feira.


Além da parceria com Paulinho Moska, o novo trabalho da mineira traz a presença dos músicos Marcos Suzano, Dunga, Humberto Barros, Davi Moraes e Fabrizio Iori. Com seis canções autorais, o disco possui também uma música de Leoni em parceria com Zélia Duncan, outra do Frejat em parceria com Mauro Sta.Cecilia e Guto Goffi, e duas em parceria com Carolina Zocoli.



Site oficial: http://www.robertacamposoficial.com.br/
Twitter: @robertacampos
Facebook: https://www.facebook.com/robertacamposoficial



@nanajapinha

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bellize lança o clipe "Aqui"

Sinceridade e amor pela música, origem e principalmente a família, descrevem o primeiro clipe da banda paulista Bellize, lançado nesse último sábado. Com menos de uma semana de lançamento, o clipe está a beira de 1.000 visualizações no YouTube.


Na ativa a quatro anos, a Bellize lançou no ano passado o EP Seja Onde e Como For, que ganhou uma turnê de mesmo nome, que percorreu São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Além de participarem do #ShowlivreDay (edição Outubro), a banda abriu o show da Doyoulike? (RS), no Beco 203, localizado em São Paulo na famosa rua Augusta.


Facebook -- http://www.facebook.com/bellize.rock
Twitter -- http://twitter.com/bellize
Ouça -- http://soundcloud.com/bellize
Site oficial -- http://www.bellize.art.br

#goBELLIZE


@nanajapinha

domingo, 29 de janeiro de 2012

Caderno, bloquinho, agenda, post-it

Feito para registrar informações, dados relevantes, pensamentos por escrito, notas,  desenhos e rabiscos. O caderno é perfeito para todas essas opções. E não importa o avanço da tecnologia, o caderno sempre esteve presente em nossas vidas. Mas você sabe de onde vieram os cadernos?? Bem, tentarei ser breve, focando mais no caderno do que no papel...

Na antiguidade, os egípcios, os gregos e os romanos faziam seus registros em um papel rústico, feito de papiro, uma planta comum no Egito. Esse papel era muito frágil e por volta do ano 400 a.C. surgiu o códex. O códex tinha um formato parecido com dos livros atuais e era fabricado a partir do pergaminho, o qual usava o couro lavado, esticado e seco de animais.
Papiro
Depois, ele era dobrado duas vezes e formava, assim, quatro páginas. Suas folhas eram costuradas com nervos de animais e tiras de couro. Os romanos chamava-o de quatemi, termo que deu origem ao nome caderno.

Por volta do século III, na Roma antiga, os chamados "avós" dos cadernos de nossos dias foram se aperfeiçoando e, tendo folhas mais finas de pergaminho e às vezes coloridas, chamadas de livretes, passando a ser encadernados com chapas de marfim decoradas e se tornaram objetos de grande valor ao ponto de servir como presente a pessoas importantes, contendo dedicatórias e poemas. Outros nomes foram surgindo como: hombook (hom = chifre; book = livro). Esses livros foram usados até na Nigéria, nos séculos XVI e XIX, para ensinar o Corão, a obra sagrada da cultura dos muçulmanos.

Os cadernos sempre estiveram presentes na vida dos artistas. Os chamados Sketchbooks (sketc = anotações, registros; books = livros) foram usados por nomes como Leonardo da VInci, o famoso pintor Pablo Picasso, o escultor Henry Moore, Frida Kholo, Petr Ginz e Anne Frank. Esta, escritora que, quando criança descreveu seu dia-a-dia em cadernos, deixando para a humanidade as suas memórias da Segunda Guerra Mundial. Suas anotações em forma de diário, transformaram-se em um livro famosíssimo. O Diário de Anne Frank.   (fonte)

Apesar da grande quantidade de cadernos produzidos anualmente por fábricas, ainda existem cadernos de produção artesanal, assim como agendas, calendários, etc. Eles são feitos de papel reciclado, e particularmente são mais bonitos ao meu ver, principalmente quando são customizados. Nada melhor que ter algo com o seu estilo, que será único, e que não agrida o meio ambiente.

Produção do papel artesanal [fotos por Daniel Tomita, Papel do Campo]
Produtos de papel artesanal [fotos por Daniel Tomita, Papel do Campo]
Sempre gostei de cadernos, antes mesmo de aprender a escrever eu já tinha vários onde eu desenhava e fazia os meus rabiscos, e hoje os cadernos pra mim são como grandes amigos, pois estão sempre comigo e me ajudam a fazer diversas anotações, que surgem a qualquer momento.
Certa vez em casa, fechando a mochila para sair, me dei conta de que estava carregando um caderno grande, um médio e dois bloquinhos, haha. Ah, e meu estojo, que nunca deixo de levar comigo quando saio de casa!
Customizo meus cadernos desde o ginásio até hoje na faculdade. Como na escola pública eu recebia cadernos, eu cheguei a utilizá-los no 1º colegial, mas mesmo com muito cuidado, o caderno não ficava num estado tão legal por conta da capa mole. Costumo comprar cadernos simples de capa dura para que depois eu possa guardá-los por um tempo. Para mim, customização é um trabalho artístico, por mais simples que seja. Requer dedicação e atenção aos detalhes, para os mais caprichosos.

Recentemente ando usando bastante post-it! É praticamente um bloquinho em que cada folhinha é usada adesivo. Você escreve algo nela e cola em algum lugar, pra não esquecer, pra enfeitar. Enfim, estou planejando um post no blog só para falar sobre post-it e como eles tem sido usados de formas interessantes.
► Ah, não posso deixar de fazer um post aqui também sobre o tão falado e desejado, caderno MOLESKINE.

Por hoje é só. 
Boas anotações!!!

@nanajapinha

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dia do Leitor - 7 de Janeiro

Lembro que aprendi a ler com histórias em quadrinhos. Eu sei que não é tão difícil traduzir as expressões dos personagens, mas para quem mal sabia escrever já era um começo. Nos meus cinco anos de idade, eu ganhava alguns gibis da Turma da Mônica e passava o dia inteiro lendo, até na hora das refeições. Minha mãe tinha que dizer "pare de ler um pouquinho e vá almoçar, menina!", quando me via com o prato de comida na mão e um gibi no colo. Sempre alternando, era uma colherada e uma página virada. Costumava também procurar a página de quadrinhos no final do jornal que meu pai comprava às vezes. Conforme a coleção de histórias em quadrinhos ia aumentando, eu adquiria mais gosto em ler, pois não dependia mais apenas das expressões dos personagens, eu podia entender tudo o que estava escrito.

Aí tem aquela cena clássica de criança que está aprendendo a ler, que quando sai na rua não quer somente ler TUDO o que vê, mas quer que alguém veja que ela está conseguindo fazer isso. Passei por essa experiência, e minha mãe que aguentava, principalmente quando estávamos dentro do ônibus, onde eu brincava de ler o maior número de placas, toldos, outdoors, propagandas em muros, postes, e as pichações que às vezes eram indecifráveis, em pouco tempo. Grafite não tinha o espaço que tem hoje, então na época se eu perguntasse a alguém mais velho o que era aquilo, ele diria "pichação".

Tive poucos livros infantis antes da pré-escola, e me recordo de dois que vez ou outra eu relia. Um era o Reindeer Rudolph (Rena Rodolfo), que eu tinha que me virar para entender através dos desenhos porque era em inglês e na pré-escola o estudo de inglês é bem limitado, ainda mais para quem está aprendendo também a sua língua materna. O outro era um antigo livro que já foi de minha tia mais nova, O Sapo e o Pato, que eu lia em 5 minutos, por ter mais ilustrações do que texto, mas além de rimas traz uma moral no final sobre a amizade e suas diferenças.

Era legal ler livros infantis. Quando estava na 1º série da escola, visitava com frequência a biblioteca, e lá eu me sentia num portal. Cada livro era uma porta, e em cada porta havia um lugar diferente onde eu podia viajar. O que eu não curtia muito era os livros com poucas páginas, e eu sabia que uma hora teria que começar a ler os livros grandes, que por sinal, formavam a grande parte dos livros da biblioteca.

Como a maioria das crianças, eu achava bacana livros com figuras. E eis que um dia eu encontrei em minha casa dois livros um pouco antigos, que comecei a folhear. Eles eram grandes, tanto no tamanho quanto na quantidade de páginas, e apesar de serem sobre folclore, não eram nem um pouco parecidos com o pequeno e colorido livro de folclore brasileiro que eu havia visto na escola. Reparei que cada um trazia cinco histórias e nenhuma ilustração. Respirei fundo e mergulhei naquele livro, onde todas a imagens sobre as histórias se formavam apenas pela minha imaginação. E eu que pensei que levaria dias para ler cada história, me surpreendi, e li uma história por dia.

Ler livros sempre foi uma coisa muito agradável para mim, me trouxe uma visão diferente do mundo, mudando a minha percepção de enxergar as coisas e as pessoas ao redor, e fazendo com que eu pensasse muito mais, com toda a liberdade de criar o meu próprio ponto de vista.
Com o passar dos anos venho conhecendo melhor o estilo de cada escritor, e como todo bom leitor, tenho os meus favoritos.

Infelizmente, até hoje no século XXI, a leitura não é algo que todos tem acesso. Numa matéria do Jornal Brasil Econômico, é relatado que os dados sobre a leitura no Brasil são escassos e inconsistentes, e apontam para uma situação dramática.
Segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê, em média, 1,3 livro por ano. Em 2007 éramos 77 milhões de pessoas que não liam e 21 milhões de analfabetos. A pesquisa também revelou a enorme concentração de livros: 66% estão nas mãos de apenas 20% da população, ao passo que 8% desta não têm nenhum livro em casa, e 4%, somente um.

Os mesmos dados indicam que os estudantes, mesmo os de curso superior, leem apenas dois livros por ano, enquanto na França esse número chega a oito, na Inglaterra a nove, e nos Estados Unidos a dez.
Já Galeno Amorim, presidente da Biblioteca Nacional, diz que os brasileiros leem 4,7 livros por habitante.
O que é bem melhor do que o número apontado pelo Instituto Pró-Livro. Sem conhecer o retrato fiel da leitura de livros no Brasil, temos que recorrer a outra mídia para saber mais. Em um país de quase 200 milhões de pessoas, a circulação média de jornais por dia não atinge 5 milhões de exemplares. Mais precisamente: 4.314.425 exemplares.
(Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2011/02/08/lendo-o-brasil-artigo/)


Em 2003, uma turma de Publicidade e Propaganda da UNIFACS (Universidade Salvador), produziu um vídeo interessante sobre a campanha de Incentivo à Cultura, que finaliza com a frase "Cuidado! Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas".


Uma coisa que apoio é a doação e a troca de livros. Você adquire o conteúdo e compartilha com alguém, seja por campanhas de doação de livros ou com amigos e conhecidos.
O Pequeno Príncipe, do escritor, ilustrador e piloto na Segunda Guerra Mundial, Antoine de Saint-Exupéry, é um ótimo exemplo de que um livro nunca será velho. Gerações afirmam que a história d'O Pequeno Príncipe pode ser interpretada de maneiras diferentes, quando lido pela mesma pessoas em várias fases de sua vida.

Acredito que quem chegou até o final desse post, goste de ler mesmo, porque o texto ficou enorme, haha.

E você, gosta de ler?
Lê por gosto ou obrigação (da faculdade/escola)?
Quantos livros lê em média por ano?
Qual você recomendaria?



@nanajapinha ^_~***